Barra de Navegação

NATHALIE C. BARNEY

 

Poetisa e Don Juan da Belle Époque

Nathalie em Paris - 1900Predestinada para ousar, Nathalie Clifford Barney,   nasceu em 1876 em Ohio, nos Estados Unidos, berço dos magnatas das estradas de ferro e dos grandes banqueiros. De sua família, rica de origem e de gostos refinados, aprendeu a tirar da vida o melhor. O melhor  para ela sempre foi: viver o que se escolhe. Em suas viagens se encantou com Paris, onde passou a desfrutar sua liberdade, seu amor à literatura e às mulheres.

Dois "anjos" - com uma amiga em Dresden Em seu cavalo, a amazona  percorria os bosques de Paris. Num dos passeios encontrou seu grande amor, em 1890, a cortesã Liane de Pougy. Dos homens ela só apreciava o intelecto, dizia a mulher que não gostava de ser cortejada e sim, cortejar. Na verdade, Nathalie começou a sentir a paixão pelas mulheres desde os 10 anos de idade, mas foi a cortesã seu primeiro de uma série de casos sérios, o último quando completava 85 anos  de idade. Romance alardeado na Paris da Belle Époque, o casal era notícia em todo lugar que frequentavam, a Don Juan e sua amante.

Nathalie trouxe um precioso legado para a mulher moderna. Além de ter suas preferências assumidas para a corte, era escritora e mecenas de figuras da  literatura da época. Poetisa e  feminista, mantinha uma mansão  na Rue Jacob, 20 em St. Germain de Prés, o chamado Templo da Amizade - onde recebia em salões espelhados, tapeçarias, chás e aperitivos - a nata dos pensadores e literatos do século.
Retrato feito por sua mãe

"Enquanto se serviam sanduíches de pepino A La Oscar Wilde, champagne, e frutas da época, não era raro esbarrar em belas damas caminhando em direção a um dos quartos ao lado", diz o relato de um amigo e frequentador, Lorde Carlos Williams.  
Gertrude Stein e Alice B. Toklas, Ezra Pound, Ernest Hemingway, Andre Gide. Jean Cocteau se reuniam nos salões de literatura que tomavam o lugar às sextas-feiras. O célebre templo durou 60 anos, escapando da invasão dos alemães durante a II Guerra Mundial e da revolta estudantil em 68, tornando-se um marco na história de Paris, hoje  patrimônio histórico da cidade.


Apaixinada pela elegância e por cavalosNão foram poucos os relacionamentos da bela e  elegante escritora, em suas passagens o romance com a poeta Renée Vivien em viajem para Lesbos, com a pintora Romaine Brooks e com as escritoras Dolly Wilde e Djuna Barnes.

Seus flertes incluíam aparições magníficas quando embarcava em uma carruagem de vidro coberta de lírios e saia pelas vielas cantando ópera na conquista de uma mulher desejada.
Morreu aos 1972 aos 96 anos de idade a mulher que soube como poucas amar as mulheres.
Nesse tempo escreveu doze livros inspirou vários romances e algumas tentativas de suicídio, a Amazona do século XIX.

GLS PLANET ® 2000 DUAL Mídia e Comunicação
Todos os direitos reservados

DUAL Mídia e Comunicação